28 de abr. de 2011
A peleja do forró junino - Autor: Dafne Sampaio
Por Dafne Sampaio . 27.04.11 - 17h26
A peleja do forró junino
Forró é para todo mundo, certo? É música de todo dia para alguns, diversão para muitos e ganha pão de outros tantos. E não é exclusividade do Nordeste, afinal tem nordestino em tudo que é canto do mundo (é de Nova York, por exemplo, o excelente grupo Forró in the Dark).
Mas durante o agitado período das festas juninas, o forró vira assunto sério na região, coisa de riscar a faca no chão mesmo. Tanto é verdade que nesse ano o gênero se viu em meio a uma polêmica que começou na Paraíba e se alastrou, por meio das redes sociais, Brasil afora.
É que o secretário de cultura do Estado, o músico Chico César, declarou que o governo não pagará por grupos e artistas que “nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina”. Não foram citados nomes – o artista Chico César não cometeria essa indelicadeza com a classe –, mas bastou defini-los como “bandas de forró de plástico e grupos sertanejos” para o arraial pegar fogo.
Ficou uma coisa assim: forró pé-de-serra X forró eletrônico ou então arrasta pé X forró universitário, folclórico X comercial e assim por diante, com direito à presença do sertanejo-estranho-no-ninho bagunçando tudo. Teve gente incomodada com o Estado – esse bicho mau, sufocante e intrometido – escolhendo o que toca e o que não toca no “Maior São João do Mundo” em Campina Grande.
Em entrevista ao jornal cearense O Povo, o músico Dorgival Dantas (do hit “Você Não Vale Nada”) declarou que a atitude do colega paraibano era “safadeza, falta de atitude, covardia e besteira”. Mas teve mais gente que soltou rojão a louvar essa defesa da música de raiz, incluindo o próprio governador da Paraíba e Waldonys, o sanfoneiro herdeiro da tradição de Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
http://www.youtube.com/watch?v=gYrn9J3kXfk&feature=player_embedded#at=33
Acho interessante e corajosa a postura de Chico César de enfrentar pressões comerciais para ter uma festa “autenticamente nordestina”. Em nota oficial, o músico-secretário – cujo último disco lançado, Francisco, Forró y Frevo (2008), foi justamente uma visão nada ortodoxa de suas raízes – defendeu-se das críticas que distorciam sua declaração.
Segundo ele, não existe nenhuma proibição por parte do governo de tocar artista X ou música Y, só que o erário público não pagará por isso. Quem quiser que pague. Afinal, as tais “bandas de plástico” e os sertanejos já tocam o ano todo, sem parar, nas rádios (que são concessão pública, sempre é bom lembrar). É muita vitrine! E ainda querem tomar a festa que se tornou o último refúgio de artistas populares/folclóricos como Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Livardo Alves e Pinto do Acordeon.
Mas não seria possível fazer uma ponte entre a tradição e a contemporaneidade, entre o popular e o pop? E misturar tudo nessa grande festa? Porque por melhor que a cultuada e tradicionalíssima Zabé da Loca seja (e é), sua música e sua poesia não dialogam tão facilmente com gerações mais novas. Outro tempo, outra velocidade, outro pique. Então não seria o caso de ter um Aviões do Forró ali no meio do furdunço chamando um público que de outra forma não conheceria Zabé, Pinto do Acordeon etc.?
A cultura popular é dinâmica e o que é “autenticamente nordestino” hoje não é o mesmo de 30 anos atrás, e a política do junto & misturado talvez seja a melhor saída para todos os forrós que existem.
http://www.youtube.com/watch?v=pL6YoVqGa9I&feature=player_embedded
Link original: http://colunistas.yahoo.net/posts/10509.html
A peleja do forró junino
Forró é para todo mundo, certo? É música de todo dia para alguns, diversão para muitos e ganha pão de outros tantos. E não é exclusividade do Nordeste, afinal tem nordestino em tudo que é canto do mundo (é de Nova York, por exemplo, o excelente grupo Forró in the Dark).
Mas durante o agitado período das festas juninas, o forró vira assunto sério na região, coisa de riscar a faca no chão mesmo. Tanto é verdade que nesse ano o gênero se viu em meio a uma polêmica que começou na Paraíba e se alastrou, por meio das redes sociais, Brasil afora.
É que o secretário de cultura do Estado, o músico Chico César, declarou que o governo não pagará por grupos e artistas que “nada têm a ver com a herança da tradição musical nordestina”. Não foram citados nomes – o artista Chico César não cometeria essa indelicadeza com a classe –, mas bastou defini-los como “bandas de forró de plástico e grupos sertanejos” para o arraial pegar fogo.
Ficou uma coisa assim: forró pé-de-serra X forró eletrônico ou então arrasta pé X forró universitário, folclórico X comercial e assim por diante, com direito à presença do sertanejo-estranho-no-ninho bagunçando tudo. Teve gente incomodada com o Estado – esse bicho mau, sufocante e intrometido – escolhendo o que toca e o que não toca no “Maior São João do Mundo” em Campina Grande.
Em entrevista ao jornal cearense O Povo, o músico Dorgival Dantas (do hit “Você Não Vale Nada”) declarou que a atitude do colega paraibano era “safadeza, falta de atitude, covardia e besteira”. Mas teve mais gente que soltou rojão a louvar essa defesa da música de raiz, incluindo o próprio governador da Paraíba e Waldonys, o sanfoneiro herdeiro da tradição de Luiz Gonzaga e Dominguinhos.
http://www.youtube.com/watch?v=gYrn9J3kXfk&feature=player_embedded#at=33
Acho interessante e corajosa a postura de Chico César de enfrentar pressões comerciais para ter uma festa “autenticamente nordestina”. Em nota oficial, o músico-secretário – cujo último disco lançado, Francisco, Forró y Frevo (2008), foi justamente uma visão nada ortodoxa de suas raízes – defendeu-se das críticas que distorciam sua declaração.
Segundo ele, não existe nenhuma proibição por parte do governo de tocar artista X ou música Y, só que o erário público não pagará por isso. Quem quiser que pague. Afinal, as tais “bandas de plástico” e os sertanejos já tocam o ano todo, sem parar, nas rádios (que são concessão pública, sempre é bom lembrar). É muita vitrine! E ainda querem tomar a festa que se tornou o último refúgio de artistas populares/folclóricos como Baixinho do Pandeiro, Cátia de França, Zabé da Loca, Escurinho, Livardo Alves e Pinto do Acordeon.
Mas não seria possível fazer uma ponte entre a tradição e a contemporaneidade, entre o popular e o pop? E misturar tudo nessa grande festa? Porque por melhor que a cultuada e tradicionalíssima Zabé da Loca seja (e é), sua música e sua poesia não dialogam tão facilmente com gerações mais novas. Outro tempo, outra velocidade, outro pique. Então não seria o caso de ter um Aviões do Forró ali no meio do furdunço chamando um público que de outra forma não conheceria Zabé, Pinto do Acordeon etc.?
A cultura popular é dinâmica e o que é “autenticamente nordestino” hoje não é o mesmo de 30 anos atrás, e a política do junto & misturado talvez seja a melhor saída para todos os forrós que existem.
http://www.youtube.com/watch?v=pL6YoVqGa9I&feature=player_embedded
Link original: http://colunistas.yahoo.net/posts/10509.html
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ARTIGO E REFLEXÕES
29 de out. de 2010
Saiba mais !

No Nordeste do Brasil, as Festas Juninas tornaram-se um evento tão grande quanto o próprio Carnaval Carioca. A festa de Campina Grande, na Paraíba, atrai milhares de pessoas e não perde quase nada para a festa junina em Caruaru, em Pernambuco, considerada a maior Festa de São João do Mundo. Hotéis e pousadas lotam de turistas e visitantes que vêm em busca de muita cultura e diversão.
O ciclo das festas juninas gira em torno de três datas principais; 13 de junho, festa de Santo Antônio; 24 de junho, São João e 29 de junho, São Pedro.
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A temporada esta começando novamente, vamos postar fotos e videos do ensaios que já estão começado, aguardem.
7 de jun. de 2010
Associação Cultural Quadrilha Luar do Sertão - Temporada 2010 - Aparecida de Goiânia
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Quadrilha Luar do Sertão
3 de jun. de 2010
Alegria e muitas cores na homenagem ao Dia do Quadrilheiro Junino
Francisco Jr e integrantes de um dos grupos homenageados pelo Dia do Quadrilheiro JuninoA alegria e o colorido da festa marcaram a Sessão Especial em homenagem ao Dia do Quadrilheiro Junino proposta pelo vereador Francisco Júnior (PMDB) e realizada ontem (01) pela Câmara Municipal de Goiânia. Os grupos de quadrilha junina lotaram o plenário e, vestidos à caráter, deram um brilho diferente ao legislativo e rememoraram a importância do seu trabalho na manutenção de uma das mais antigas tradições não só da capital, mas de todo o estado de Goiás.
No seu discurso Francisco Júnior lembrou que as festas estão ligadas à identidade cultural dos goianos e são a forma mais visível de identificar as tradições do nosso povo. “Em milhares de escolas, instituições públicas, Igrejas, clubes, associações de moradores e empresas as pessoas se reúnem em torno de uma fogueira para celebrar, todos os meses de junho”, disse Francisco Júnior.
O Presidente da Câmara enalteceu o trabalho dos homens e mulheres de todas as idades que trabalham pesado meses antes da festa. “Eles derramam suor de esforço, se machucam nos treinos, se dedicam ao aprendizado coletivo e até choram pelo esforço repetitivo. No fim disso tudo, rodopiam em torno da fogueira, dançam em passos harmoniosos e nos presenteiam com um belo espetáculo”, disse Francisco Júnior.
A Sessão Especial homenageou 19 grupos que trabalham a dança profissionalmente no estado, inclusive em competições nacionais, e também lembrou o trabalho realizado pela Federação das Quadrilhas Juninas do Estado de Goiás. A entidade, fundada em 2004, reúne as organizações de todo o estado e é considerada uma das mais atuantes do país.
Fonte: http://www.franciscojr.com.br/index.php/inicio/ultimas-noticias/463-alegria-e-muitas-cores-na-homenagem-ao-dia-do-quadrilheiro-junino














































































No seu discurso Francisco Júnior lembrou que as festas estão ligadas à identidade cultural dos goianos e são a forma mais visível de identificar as tradições do nosso povo. “Em milhares de escolas, instituições públicas, Igrejas, clubes, associações de moradores e empresas as pessoas se reúnem em torno de uma fogueira para celebrar, todos os meses de junho”, disse Francisco Júnior.
O Presidente da Câmara enalteceu o trabalho dos homens e mulheres de todas as idades que trabalham pesado meses antes da festa. “Eles derramam suor de esforço, se machucam nos treinos, se dedicam ao aprendizado coletivo e até choram pelo esforço repetitivo. No fim disso tudo, rodopiam em torno da fogueira, dançam em passos harmoniosos e nos presenteiam com um belo espetáculo”, disse Francisco Júnior.
A Sessão Especial homenageou 19 grupos que trabalham a dança profissionalmente no estado, inclusive em competições nacionais, e também lembrou o trabalho realizado pela Federação das Quadrilhas Juninas do Estado de Goiás. A entidade, fundada em 2004, reúne as organizações de todo o estado e é considerada uma das mais atuantes do país.
Fonte: http://www.franciscojr.com.br/index.php/inicio/ultimas-noticias/463-alegria-e-muitas-cores-na-homenagem-ao-dia-do-quadrilheiro-junino














































































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